Com o empate no jogo de ida, Atlético-MG e Cruzeiro chegam ao confronto com a possibilidade real de decidir a vaga nas semifinais da Copa do Brasil nas cobranças desde a marca da cal. Além do resultado em campo, a seleção de batedores pode virar fator decisivo num cenário de alta pressão.
No elenco do Galo há mais jogadores que já executaram pênaltis vestindo a camisa alvinegra, mas quem se destaca é o goleiro Éverson. Desde que chegou ao clube, em 2020, ele cobrou sete pênaltis — com uma cobrança perdida — e registrou essas tentativas principalmente em jogos eliminatórios: em estaduais e torneios nacionais e continentais.
Do lado celeste, seis atletas do atual elenco já bateram pênaltis pelo clube. Kaio Jorge é o maior executor: nove cobranças, com sete convertidas. Na sequência aparece William, com seis tentativas e cinco gols. Ambos têm histórico recente de marcar em decisões e no tempo normal, o que reforça a confiança da equipe em nomes de linha para momentos decisivos.
No aspecto técnico e psicológico, há duas narrativas distintas: o Atlético oferece experiência de mata-mata com um cobrador incomum — o goleiro que assumiu a responsabilidade — enquanto o Cruzeiro aposta no volume e na taxa de acerto de atacantes. Em uma disputa por pênaltis, convicção na escalação, treino de cobranças e preparo mental podem pesar tanto quanto a qualidade técnica individual.