Discreto e próximo ao ambiente do futebol internacional, o norte-americano Peter Grieve voltou a afirmar que mantém interesse no Atlético-MG. Em entrevista ao Canal do Frossard, o empresário relembrou as negociações de 2023, explicou os motivos do fracasso do acordo e elogiou o trabalho dos irmãos Rubens e Rafael Menin à frente da SAF.
Grieve disse que a negociação emperrou inicialmente porque as tratativas não contemplavam a Arena MRV e, sobretudo, pela dimensão da dívida do clube. Segundo o empresário, uma oferta alinhada ao passivo foi aceita pelos banqueiros, mas, ao avançar para a assinatura, o grupo percebeu que o acordo não seria justo — e optou por recuar. Ele negou culpar os Menin pelo desfecho.
Copropietário do Bantu Rover, do Zimbábue, e presidente da Football Co, Grieve valorizou os recursos aportados pela família Menin — citou o investimento mais recente de R$ 530 milhões e a participação de 83,5% na SAF — e afirmou que o Atlético é o único clube brasileiro que hoje o atrai como possível investimento. Ainda assim, condicionou qualquer movimento futuro a uma redução do endividamento e à inclusão clara do patrimônio, como o estádio, no negócio.
Para o clube, a declaração tem duas leituras: serve como elogio público à capacidade de investimento dos Menin, mas também expõe a barreira que a dívida representa para atrair capital externo. Grieve colocou-se disponível para diálogo, mas deixou explícito que o timing para um novo aporte passa por um balanço mais limpo e por garantias sobre o patrimônio envolvido — fatores que vão pautar qualquer reabertura de negociação.