A demissão de Paulo Pezzolano do Internacional — anunciada um dia depois da derrota por 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi — virou mais um capítulo de um Brasileirão em que a troca de técnicos virou rotina. Pezzolano, contratado em dezembro de 2025, foi desligado no domingo com o Colorado na zona de rebaixamento, ocupando a 18ª posição no torneio.
O treinador uruguaio deixa o clube após 44 jogos em 2026, com 17 vitórias, 12 empates e 15 derrotas, rendimento próximo de 48% no total. No Campeonato Brasileiro especificamente, somou seis vitórias, dez empates e 12 derrotas — cerca de 33% de aproveitamento. Em sua passagem constam a conquista da Recopa Gaúcha, o vice‑campeonato estadual e a eliminação nas quartas da Copa do Brasil para o Grêmio.
Pezzolano tornou‑se o 18º técnico demitido na Série A em 2026 — uma lista que, segundo levantamento, se abriu com a queda de Jorge Sampaoli no Atlético‑MG, em fevereiro. Para a Massa, que acompanhou de perto a queda precoce do Galo naquela ocasião, o número confirma um padrão de instabilidade: trocas frequentes pressionam diretoria e elenco, têm custo financeiro e comprometem a sequência tática.
No calor do campeonato, a exigência por resultados imediatos se choca com a necessidade de projetos longos. A rotatividade exposta por essas demissões é um aviso para quem sonha com protagonismo: estabilidade técnica e clareza de planejamento deixam de ser luxo e viram condição básica para evitar que a dança das cadeiras determine o destino do clube na tabela.