O diagnóstico do técnico Eduardo Domínguez — de que o time está em um nível intermediário diante dos grandes do país — encontra sustentação nos números do primeiro semestre. Em 37 partidas pelas competições oficiais (Campeonato Mineiro, Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana), o Atlético somou 14 vitórias, 11 empates e 12 derrotas, rendimento de 47,7% que traduz uma campanha de média para abaixo do esperado por torcida e diretoria.
No aspecto ofensivo e defensivo a oscilação também aparece clara: 50 gols marcados (média de 1,35 por jogo) e 42 sofridos (1,14 por partida). O time balançou as redes em 26 dos 37 jogos — cerca de 70% —, mas foi vazado em 29 compromissos (aproximadamente 78%). Entre os resultados mais contrastantes estão a goleada por 7 a 2 sobre o Itabirito, com hat-trick de Hulk, e o 4 a 0 aplicado sobre a Chapecoense; em sentido oposto, a derrota por 4 a 0 para o Flamengo, na Arena MRV, foi uma das mais duras da temporada.
A sequência mais longa sem derrota foi de sete jogos no início do ano, porém com apenas duas vitórias e cinco empates, o que evidencia dificuldade em transformar invencibilidade em resultados efetivos. A pior série de derrotas foi curta — duas partidas em sequência, repetida em dois momentos — e seguida de recuperação imediata, o que mostra capacidade de reação, mas também irregularidade.
O contraste entre o aproveitamento geral (47,7%) e o desempenho em casa (66,7% em 17 jogos, com nove vitórias, sete empates e apenas uma derrota) reforça a dependência da Arena MRV como fator competitivo. A leitura é clara: o time tem ferramentas para brigar em alto nível, mas falta consistência fora do seu estádio e capacidade de converter empates em vitórias. Com a pausa para a Copa do Mundo, o segundo semestre será decisivo — a margem de manobra é estreita e aumenta a cobrança sobre comissão técnica e elenco por ajustes imediatos.