O Atlético-MG atravessa uma fase complicada na defesa: no Campeonato Brasileiro de 2026 o time marcou 22 gols e sofreu 23 em 18 partidas, invertendo o saldo do mesmo recorte de 2025, quando havia 24 feitos e 21 sofridos. Os números mostram que a queda não é apenas pontual — o desempenho defensivo regrediu e acompanha perda de contundência ofensiva.
Em 18 rodadas, o Galo só conseguiu manter o zero no placar em quatro jogos — contra Internacional, São Paulo, Chapecoense (4 a 0) e Vasco — o que expõe a fragilidade do sistema defensivo. Eduardo Domínguez reconheceu a falta de consistência e apontou que a equipe tem cedido gols, muitas vezes nos minutos finais, o que tem custado pontos e condicionado a leitura tática do time.
No elenco, Ruan Tressoldi é hoje o único zagueiro com situação consolidada. O clube perdeu Júnior Alonso para uma equipe dos Estados Unidos e conta com Lyanco, Vitor Hugo, Iván Román e Vitão como alternativas — duas opções que, até aqui, foram menos utilizadas. A diretoria admitiu a lacuna e trouxe Léo Duarte como primeiro reforço para a posição, mas ele é destro; o Galo segue sem uma referência canhota clara.
A combinação de números ruins e opções limitadas na zaga aumenta a pressão sobre treinador e diretoria. Se a manutenção desse padrão persistir, o custo será palpável na tabela e na paciência da torcida. A direção terá de agir com rapidez na janela: além de reforçar a dupla titular, a prioridade técnica é um zagueiro canhoto que dê equilíbrio e permita ao time recuperar consistência defensiva sem sacrificar a produção ofensiva.