A CBF dobrou o teto de jogos que permite troca de clube dentro da mesma edição do Brasileirão: passou de seis para 12 partidas. Com a 13ª rodada, diversos atletas já ficaram impedidos de se transferir entre times da Série A — uma mudança apresentada como resposta ao calendário atípico de 2026, iniciado ainda em janeiro.
A alteração amplia o prazo para decisões de mercado, mas também cria um novo problema prático: minutos em campo viram moeda. Palmeiras e Athletico-PR surgem à frente da lista de clubes com mais jogadores 'travados' — quatro atletas em cada elenco atingiram a 13ª partida e, a partir de agora, não podem trocar de clube na competição.
No caso do Atlético-MG, o exemplo mais próximo é Hulk: o atacante entrou no radar de clubes como o Fluminense, mas não foi relacionado no jogo contra o Flamengo e ficou com 12 participações no campeonato. A escolha de preservá‑lo ilustra o dilema atual: colocar um veterano em campo pode significar fechar a porta para uma negociação milionária no semestre.
A próxima janela só abre em 20 de julho, o que aumenta o peso de cada escalação até lá. Enquanto oito clubes ainda têm folga — Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Vitória, Bragantino e Santos —, outras equipes já lidam com ativos que deixaram de ser negociáveis dentro do Brasileirão. Para dirigentes e técnicos, a conta passou a ser simples e incômoda: usar para ganhar hoje ou preservar para lucrar depois.