Foi lançada em Belo Horizonte a nova edição de Punho Cerrado — a História do Rei, biografia escrita por Philipe Van Raemdonck de Lima, filho de Reinaldo. O relançamento trouxe relatos inéditos sobre a trajetória do atacante nos anos 1970 e 1980 e lotou um bar da capital mineira para a sessão de autógrafos, que coincidiu com a classificação do Atlético às quartas da Copa do Brasil.

A obra recupera a carreira que fez de Reinaldo ídolo do clube: chegada ao Galo ainda jovem, estreia profissional aos 16, e estatísticas que o consagram como maior artilheiro da história atleticana — 475 partidas e 255 gols. O livro também não ignora os percalços: lesões no joelho que marcaram sua trajetória e episódios vividos na seleção, incluindo a participação na Copa do Mundo de 1978.

Além de memórias de campo, a nova edição aprofunda bastidores e política do futebol da época, com relatos sobre arbitragens, influências políticas e torneios como a Copa América de 1975. Há também material e documentação que sustentaram o recente reconhecimento do ex-atacante pelo Conselho da Anistia, que apontou perseguição sofrida por Reinaldo durante a ditadura militar.

Philipe diz que o livro nasceu da infância, entre histórias e fotografias de Ponte Nova ao profissional, e assumiu o projeto para preservar o legado do pai. Reinaldo, por sua vez, elogia a sensibilidade do filho com a escrita e reafirma que ainda há capítulos a acrescentar. A repercussão do relançamento mostrou que, para a torcida do Galo, o punho cerrado permanece como símbolo de um jogador cujo impacto vai além dos gols.