Reinier voltou a ter um papel decisivo na vitória do Atlético-MG por 3 a 1 sobre o Fluminense: abriu o placar com um chute colocado que encontrou o ângulo e colocou o time em posição confortável. No vestiário, a comemoração teve espaço para a resenha: companheiros aproveitaram a ocasião para provocar lembrando a contratação do jogador pelo Real Madrid, que até hoje rende comentários na rotina alvinegra.

As provocações de Natanael e Bernard referiram-se de forma bem-humorada ao episódio de 2020, quando o meia saiu do Flamengo rumo ao clube espanhol por cerca de 30 milhões de euros — negócio registrado na memória do futebol brasileiro. Natanael já havia reagido de modo semelhante a outro gol de Reinier no Brasileirão, mostram sequências recentes: é um jogador de lampejos que costuma arrancar reações do elenco quando acerta o pé.

Contratado pelo Atlético em agosto do ano passado, o clube adquiriu 50% dos direitos econômicos; o Real manteve a outra metade depois de ter emprestado o meia a diferentes times e sem aproveitá-lo na equipe espanhola. No Galo, Reinier soma 57 jogos e sete gols, números que traduzem potencial mas também irregularidade: momentos de brilho alternam-se com partidas apagadas, e a cobrança por sequência de desempenho permanece viva.

Do ponto de vista do torcedor e da comissão técnica, a boa atuação diante do Fluminense é combustível para a confiança, mas não resolve a equação da regularidade. Para o Atlético, extrair mais gols e influência de Reinier pode ser estratégico numa temporada longa; para o próprio jogador, a missão é transformar lampejos em padrão, justificando a aposta feita pelo clube e respondendo às cobranças internas com mais constância.