A gente vê o Reinier reencontrando o melhor futebol justamente quando o Galo precisava. Depois de passagem discreta por clubes europeus, o atacante vive agora sua fase mais goleadora no Atlético-MG: são 10 gols em 41 jogos e quatro assistências em 2026, números que já superam o saldo de seis temporadas na Europa, onde acumulou 108 partidas e nove gols por times como Real Madrid B, Borussia Dortmund, Girona, Frosinone e Grana.
Contratado na janela do meio de 2025, o jogador demorou a engrenar: terminou o ano com pouco espaço (20 jogos) e alternou bons momentos e quedas de produção. A relação com a torcida ficou abalada após o episódio contra o Juventude pela Copa do Brasil, quando xingou um torcedor; pediu desculpas publicamente e precisou reconquistar a confiança em campo — tarefa que vem cumprindo ao assumir a vaga de titular.
No time, Reinier já disputa a artilharia do clube com Bernard e se firmou como opção por dentro, atuando em sequência como falso nove. A evolução técnica e tática liberou o treinador para mexer menos no ataque e deu ao elenco uma referência ofensiva que vinha faltando. Cassierra perdeu espaço na disputa pela vaga, e o Galo ganhou uma alternativa mais móvel para o setor ofensivo.
O next passo é transformar o bom momento em títulos: Reinier tem pela frente o caminho da Sul-Americana e da Copa do Brasil como oportunidades de conquistar o primeiro caneco pelo clube, além da sequência no Brasileiro, com o duelo fora de casa contra o Coritiba como desafio imediato. Para o torcedor, a boa fase alivia a cobrança — mas cobra também confirmação em jogos decisivos.
A torcida pode e deve comemorar o reencontro, mas sem esquecer que desempenho individual só vale quando vira resultado. Reinier mostrou que pode ser peça-chave; agora é hora de ganhar troféu e justificar a confiança que a Massa voltou a depositar nele.