O sorteio das quartas de final da Copa do Brasil colocou Cruzeiro e Atlético-MG frente a frente novamente. Diferente do que ocorreu em 2025, nesta edição o Alvinegro terá a definição da vaga em casa — a partida de ida ficará a cargo do Mineirão — e carrega a obrigação de resposta diante de um adversário que eliminou o time no ano passado.
Em 2025, o Cruzeiro levou vantagem nos dois encontros e se classificou com placares idênticos: 2 a 0. No jogo na Arena MRV, o Atlético teve boa produção no primeiro tempo — foram oito finalizações, apenas uma no alvo — e acabou punido na etapa final. Fabrício Bruno marcou de fora da área e Kaio Jorge também deixou sua marca, sacramentando a vitória visitante.
A partida de volta também terminou 2 a 0 para o Cruzeiro, com Kaio Jorge mais uma vez aparecendo como elemento decisivo na campanha da Raposa. Entre um duelo e outro houve mudança no comando do Galo: Cuca dirigiu a equipe na Arena MRV, enquanto Sampaoli assumiu o banco no Mineirão. A combinação de eficiência do rival e troca de treinadores complicou a recuperação atleticana naquele mata-mata.
O recado para o Atlético-MG é claro: decidir em casa não apaga as falhas exibidas. A baixa precisão nas finalizações, a dependência de dias inspirados de estrelas como Hulk e a necessidade de soluções táticas concretas exigem resposta imediata. A torcida espera reação; o clube precisa transformar a obrigação em estratégia, corrigir erros de eficiência e provar que o empate ou a vantagem caseira vão além da expectativa e se traduzem em futebol convincente.