Em seis meses, Renan Lodi mudou de drama a pilar do Atlético-MG. Após passagem vitoriosa em números no Al-Hilal — 56 jogos, quatro gols e 10 assistências —, o lateral viu a situação virar em setembro de 2025, quando não foi inscrito na liga local e recorreu à Justiça para pedir rescisão, alegando impedimento de exercer a profissão. Treinou até conseguir a liberação e voltou ao Brasil em voo reservado com a família; o clube saudita anunciou intenção de medidas legais.
O anúncio pelo Atlético, em dezembro de 2025, coincidiu com a saída de Guilherme Arana para o Fluminense e abriu espaço imediato para Lodi. Preferido por Sampaoli e mantido por Eduardo Domínguez, o lateral imprimiu consistência: marcação em velocidade, participação ofensiva e versatilidade para o corredor esquerdo, características que o colocaram à frente de concorrentes pelo posto.
Nesta temporada Lodi já disputou 31 partidas — é o segundo jogador com mais jogos ao lado de Alan Franco e Cuello, atrás apenas do goleiro Everson (36) — e contribuiu com quatro gols e duas assistências. Titular quase ininterrupto, acumula muitos minutos e conquistou a identificação da torcida, que responde com elogios à entrega do atleta dentro de campo.
A recuperação do jogador reforça a estabilidade do Atlético na lateral esquerda, mas carrega uma leitura política para a carreira: o hiato entre setembro de 2025 e janeiro de 2026, que o próprio jogador reconhece, pode ter prejudicado sua corrida por uma vaga na Seleção. Para o clube, porém, Lodi virou referência — e seu desafio é transformar a volta à forma em autoridade contínua, sem perder fôlego na reta decisiva da temporada.