O clássico gaúcho entre Grêmio e Internacional pelas quartas de final deixou a maior marca financeira da Copa do Brasil 2026: R$ 5,4 milhões em renda bruta, com 55.695 torcedores na Arena do Grêmio — recorde de público da casa. O número supera partidas de igual importância em outras praças do país.
Do outro lado do ranking, o confronto Cruzeiro 1 x 1 Atlético-MG, disputado no Mineirão, teve arrecadação de R$ 4,9 milhões e público de 59.225 pessoas — o maior público da edição. A vitória do Galo na Arena MRV, por sua vez, aparece como a terceira maior renda: R$ 4,4 milhões com 40.482 pagantes.
O dado que chama atenção é a relação entre público e receita: o Mineirão recebeu mais torcedores do que a Arena do Grêmio, mas ficou atrás em arrecadação. Sem dados oficiais sobre composição de ingressos, camarotes ou políticas de preço, é possível levantar hipóteses plausíveis — diferença no preço médio dos bilhetes, pacotes corporativos ou critérios de divisão de renda.
Para o Atlético-MG, ter dois jogos entre os principais volumes financeiros da competição reforça a capacidade de mobilização da torcida e o apelo comercial do clube. Ao mesmo tempo, o contraste com a arrecadação do Gre-Nal aponta espaço para revisar estratégias de precificação e parcerias comerciais, caso o objetivo seja maximizar receita sem sacrificar ocupação.