Treze jogos de invencibilidade e a chance de chegar ao clássico contra o Cruzeiro com a base inteira descansada. Essa é a posição confortável que o Atlético-MG conseguiu ao vencer o Vitória por 2 a 1, pela 25ª rodada do Brasileiro, com time alternativo na Arena MRV. Eduardo Domínguez priorizou a decisão de terça-feira e poupou titulares — estratégia que virou teste de profundidade e, em grande medida, deu certo.

A equipe manteve a estrutura tática: Pérez recuou para formar trio de zaga com Vitão, liberando os lados para Preciado e Minda/Pascini avançarem. O começo teve intensidade e duas boas chances de Preciado, mas o time sentiu a falta de entrosamento entre peças novas. Ainda assim, aproveitaram cobrança de escanteio e vacilo da defesa do Vitória para Borbas abrir o placar — e encerrar um jejum de mais de um ano.

No segundo tempo o entendimento melhorou e Reinier resolveu com uma arrancada individual, deixando o goleiro para trás. Gabriel Delfim, substituto de Everson, praticamente não foi exigido até o susto aos 40 minutos, quando Erick descontou para os visitantes. Scarpa teve minutos após longo período parado e Dudu apareceu no ataque; jogadas de coletivo garantiram controle suficiente para segurar o resultado.

O triunfo confirma que o elenco tem alternativas viáveis e entrega ao técnico a vantagem de preservar peças importantes para o clássico. Resta, porém, a interrogação sobre a condição física de Everson e a provável disputa de vaga na zaga — Vitão deve ceder lugar a Ruan Tressoldi com o retorno dos titulares. O Galo chega em uma de suas melhores fases da temporada, mas o capítulo decisivo será escrito na terça-feira.