Riquelme, apelido que remete ao ídolo argentino, apareceu como protagonista da Seleção Sub‑17 ao marcar dois gols contra a Argentina, inclusive aos 42 minutos do segundo tempo quando recebeu o lançamento, tirou do goleiro e ampliou o placar. O desempenho reforça a imagem do jovem como aposta de alto potencial.

O meia de 17 anos assinou seu primeiro contrato profissional com o Atlético‑MG no começo do ano, vínculo válido até o fim de 2028. Criado no clube desde 2021, Riquelme já vem sendo observado por clubes europeus e foi inscrito pelo Galo entre os atletas da base para a Copa Sul‑Americana.

Antes de se firmar no Atlético, passou pela base do rival Cruzeiro entre 2018 e 2020, período em que participou de torneios juvenis, sem ter contrato profissional. Na temporada, ele marcou na Copinha e, desde o ano passado, é presença recorrente nas convocações do Sub‑17; a seleção terminou a fase de grupos do Sul‑Americano com quatro vitórias em quatro jogos.

O momento coloca o Atlético diante de escolhas concretas: a visibilidade pela Seleção eleva o valor esportivo e de mercado do garoto, mas também impõe pressões administrativas sobre aproveitamento e proteção do atleta. Entre aproveitar o talento já na equipe principal e administrar oferta externa, o clube precisa decidir a melhor estratégia para transformar potencial em resultado sem que o processo vire prejuízo esportivo ou financeiro.