O atacante Rony ajuizou ação trabalhista contra o Atlético-MG, distribuída na 27ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, na qual cobra, ao todo, R$ 9.534.076,40. Representado pelo advogado Fábio Luiz de Oliveira, o jogador pede a integração de pagamentos de luvas e outros valores ao salário — o que ampliaria os reflexos trabalhistas — além da multa prevista no artigo 477 da CLT por parcelamento das verbas rescisórias.

A petição também requer a nulidade da rescisão do contrato referente às luvas, com o pagamento do saldo contratual estimado em cerca de R$ 4 milhões, e a quitação de parcelas de luvas e direitos de imagem apontadas como em atraso. A informação sobre a ação foi publicada inicialmente pela ESPN.

Rony foi contratado pelo Atlético na temporada passada por um investimento na casa de 6,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 38,8 milhões), disputou 65 jogos e marcou 14 gols. Em julho passado chegou a acionar a Justiça com pedido de rescisão por atrasos, mas retirou a ação; no início de 2026 foi negociado com o Santos por cerca de 3 milhões de euros (R$ 18 milhões).

Além do impacto financeiro direto, o processo tende a reabrir a discussão sobre planejamento e cumprimento de contratos no clube. Se o pedido for acolhido, o reconhecimento das verbas como salário pode aumentar encargos e exigir provisões contábeis, elevando a pressão sobre a gestão administrativa do Atlético e sobre a transparência nas negociações com atletas.