No domingo, às 16h, Rony volta a enfrentar o Atlético-MG na Vila Belmiro, um reencontro que carrega mais ruído do que emoção. Contratado em 2025 por 6,5 milhões de euros (cerca de R$ 38,8 milhões na época), o atacante virou figura central de uma temporada marcada por frustração coletiva no Galo e agora figura como adversário em um Brasileirão que ainda cobra consistência do time de Eduardo Domínguez.
A ruptura veio cedo. Cinco meses após a chegada, Rony entrou na Justiça pedindo a rescisão unilateral alegando atrasos em pagamentos — FGTS, luvas e direitos de imagem foram citados —, depois de 28 partidas pelo clube. A diretoria contornou a questão em um primeiro momento, mas o desgaste com a torcida já estava instalado: episódios de vaias na Arena MRV ilustraram a perda de sintonia entre atleta, clube e torcida.
Em fevereiro o ciclo terminou com a transferência para o Santos por 3 milhões de euros (aprox. R$ 18 milhões). Para viabilizar o negócio, o clube paulista abateu pendências financeiras ligadas a operações anteriores com o Atlético. Os números expostos pela negociação evidenciam uma venda por valor muito inferior ao desembolso inicial, além de reforçar o custo político e reputacional de uma temporada em que rendimento e gestão de elenco não caminharam em sintonia.
Além do duelo técnico, o confronto tem dimensão simbólica: testa se Rony consegue dar novo rumo à carreira e se o Atlético aprende com um episodio que fragilizou relação com a torcida e gerou desconforto administrativo. Para Domínguez, o jogo é oportunidade de sequência positiva; para a direção, a lembrança de que reforços caros nem sempre se traduzem em retorno esportivo ou estabilidade institucional.