A Massa vai encarar um reencontro incómodo nesta quarta-feira: Rony volta à Arena MRV pela primeira vez desde a saída do clube. O Galo encara o Santos, às 19h, pelas quartas de final da Sul-Americana, e o clima é de cobrança — não só pelo futebol, mas pela conta que ficou por pagar e pela relação abalada com a torcida.

A trajetória de Rony no Atlético foi curta e marcada por polêmica. Contratado por cerca de 6,5 milhões de euros (≈R$ 38,8 milhões) em um vínculo de três anos, somou 65 jogos e 14 gols antes de deixar o clube no início do ano. Logo no começo da passagem ele entrou na Justiça pedindo a rescisão, alegando atrasos de FGTS, luvas e direitos de imagem; a diretoria chegou a negociar a situação, mas a reação da torcida foi adversa e veio em forma de vaias em jogos na Arena.

A saída definitiva ocorreu em fevereiro, quando o Santos pagou cerca de 3 milhões de euros (≈R$ 18 milhões). Em 2026, o atacante acumula 38 partidas, quatro gols e uma assistência pelo Peixe. O capítulo mais recente, porém, é um novo processo trabalhista contra o Atlético com pedidos que chegam a R$ 9.534.076,40. O caso corre na Justiça do Trabalho sem previsão rápida de desfecho, e a judicialização pesa tanto no caixa quanto na imagem do clube diante da torcida.

Além da questão extracampo, há tensão esportiva: no jogo de ida contra o Santos, Rony não chegou a ser opção por cumprir suspensão automática. O confronto de volta reacende o debate sobre escalação e prioridades do técnico — e a Massa seguirá exigente. Se o atacante entrar em campo, o Galo quer mais do que explicações: quer atitude. E se decidir o jogo, que seja com futebol, não com polêmica.