Ruan Tressoldi abandonou o clássico com Cruzeiro ainda no intervalo depois de um choque com Kaio Jorge que o fez bater a cabeça no gramado. O zagueiro tranquilizou a torcida ao afirmar que passou por exames no hospital e não teve lesão grave, mas não poupou críticas ao atacante adversário, acusando-o de agir de forma desleal numa disputa em que já estava no alto.

A reação do Atlético-MG foi imediata e dura. O executivo de futebol Paulo Bracks qualificou o lance como maldade e deslealdade, reclamou da não intervenção do VAR e anunciou que o clube levará o caso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. A diretoria afirma que o histórico do jogador também pesa e que não aceitará condutas que ponham em risco a integridade dos atletas.

Do outro lado, a partida terminou 1 a 1 e a discussão sobre a responsabilidade no lance entrou no centro do debate pós-jogo, com reclamações sobre a arbitragem e sobre o uso da tecnologia. O desfecho abriu um foco adicional de tensão entre os rivais no desgaste institucional que segue após o clássico — um elemento que pode influenciar a temperatura do duelo decisivo.

A consequência imediata é esportiva e disciplinar: além de acompanhar a recuperação de Ruan, o Atlético busca resposta do STJD e do sistema de arbitragem. No aspecto esportivo, as equipes voltam a se enfrentar na próxima terça-feira, na Arena MRV, com a vaga em disputa; fora de campo, o episódio aumenta a cobrança sobre a proteção aos jogadores e sobre a postura dos envolvidos.