Após o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, o zagueiro Ruan usou as redes sociais para criticar a postura de Kaio Jorge no lance que o derrubou no início do clássico. O defensor classificou a atitude do atacante como desleal e citou o histórico de confusões do adversário, reforçando que caráter também entra em campo.
O episódio ocorreu nos primeiros minutos: Ruan subiu para disputar uma bola pelo alto pelo lado direito da defesa e, no ar, sofreu um empurrão que o fez cair de cabeça no gramado. Mesmo permanecendo em campo por cerca de 16 minutos, o atleta recebeu atendimento e acabou substituído, deixando o Mineirão em ambulância rumo ao Hospital Mater Dei.
Do hospital veio o alívio: exames, segundo o clube, não apontaram lesão grave. Ruan agradeceu o apoio da torcida e da família e demonstrou confiança para o jogo de volta em Belo Horizonte. Já o diretor de futebol Paulo Bracks confirmou que o Atlético avalia medidas disciplinares e não descartou encaminhar o caso ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva.
O episódio reacende debate sobre proteção ao jogador e arbitragem em clássicos. Mais do que a queixa formal, a atitude pública de Ruan expõe uma tensão que clubes e torcidas não querem ver repetida em jogos decisivos — especialmente quando envolve risco à integridade física. Para o Atlético, além do resultado, há a cobrança por postura e justiça esportiva.
Num tom de cobrança habitual à identidade do clube, a reação de Ruan e a posição da diretoria indicam que o tema seguirá vivo até o jogo de volta. Se o caso for levado ao STJD, será também um teste para a capacidade das instâncias disciplinares de coibir condutas que fogem ao espírito competitivo.