Contratado em agosto de 2025 em meio a desconfiança — ainda em recuperação de uma artroscopia no joelho direito — Ruan virou resposta do Atlético a uma necessidade imediata. Aproveitou a chance dada pela lesão de Lyanco, retomou ritmo após cinco meses afastado e, rápida e gradualmente, converteu oportunidade em titularidade.
A adaptação ficou mais sólida com a chegada do técnico Eduardo Domínguez: o defensor encaixou-se ao esquema e virou referência defensiva. São 29 partidas na temporada, o quarto maior número do elenco (atrás de Everson, Renan Lodi e Alan Franco) e liderança entre os zagueiros em minutos jogados. No campo, se destaca pela consistência, força aérea e posicionamento, com a versatilidade de atuar pelos dois lados da zaga.
O vínculo de empréstimo com o Sassuolo termina no fim de junho e traz uma opção de compra fixada em cerca de 3,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 20 milhões). Com duas semanas para decidir, a avaliação interna no Atlético é positiva: a permanência de Ruan é tratada como prioridade. A decisão tem respaldo técnico claro — manter a estrutura defensiva que vem sendo construída — e reduz o risco de descontinuidade no mercado.
Há, entretanto, uma dimensão financeira a ponderar: o valor não é simbólico para a realidade econômica do clube, e a diretoria precisa conciliar essa aquisição com prioridades do elenco. Ainda assim, do ponto de vista esportivo, a compra faz sentido como garantia de estabilidade defensiva. A tendência é que o Atlético exerça a opção e transforme em definitivo um jogador que se tornou peça-chave.