O zagueiro Ruan precisou ser substituído nos primeiros minutos do clássico entre Atlético e Cruzeiro, nesta terça-feira pela Copa do Brasil, depois de uma disputa aérea com Kaio Jorge. O episódio renovou a tensão entre os dois jogadores: no protocolo inicial, os atletas não se cumprimentaram e, pouco depois, a disputa levou Ruan ao chão.
Ruan sentiu dores na coxa após o choque e, mesmo permanecendo em campo por cerca de 16 minutos, voltou a receber atendimento médico até ser substituído por Vitão. O técnico Eduardo Domínguez foi obrigado a mexer no setor defensivo ainda no início da partida, estratégia que expõe a contingência do banco em um jogo decisivo.
O episódio lembra o confronto de ida, quando Ruan sofreu um choque na cabeça e foi submetido ao protocolo de concussão — caso que teve repercussão e foi levado pelo clube ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Na ocasião, Kaio Jorge foi julgado e recebeu apenas advertência, sem suspensão.
A repetição da mesma disputa em dois jogos distintos reacende debate sobre o nível de contato nas jogadas aéreas, a proteção aos atletas e a atuação de árbitros e instâncias disciplinares. Para o Atlético, além do risco físico ao jogador, há custo esportivo imediato: perder uma peça da defesa em clássico força ajustes táticos e amplia a pressão sobre o elenco em fases decisivas.