Ruan foi substituído ainda no primeiro tempo do clássico contra o Cruzeiro depois que o Atlético-MG acionou o protocolo de concussão. O zagueiro, deslocado por Kaio Jorge aos dois minutos, permaneceu até os 18 antes de ser retirado. Encaminhado de ambulância ao Hospital Mater Dei, ele foi submetido a exames e, segundo o clube, passa bem.

O protocolo foi criado pela International Football Association Board (Ifab) e adotado pela CBF em 2024. A regra determina atendimento imediato a qualquer choque de cabeça e autoriza a substituição sem que ela conte entre as cinco permitidas — no Mineirão, o Atlético chegou a realizar seis alterações. Quando acionado, o jogador fica impedido de voltar a campo por no mínimo cinco dias.

A retomada só é permitida a partir do sexto dia, e mediante comprovação de quatro etapas do chamado "Return to Play": atividades de baixa demanda física fora de campo; trabalho físico individual em campo sem bola; atividade individual com bola; e, por fim, treino com bola em grupo integrado ao elenco. Além disso, o atleta precisa estar completamente assintomático para ser relacionado.

Na prática, isso afasta Ruan do jogo de sábado contra o Vitória pela 25ª rodada do Brasileirão e o deixa como opção apenas para a partida de volta das quartas da Copa do Brasil, na terça-feira (1º), se cumprir e comprovar todas as fases. O episódio também reacende a discussão sobre o lance do início da partida: o Atlético avalia recorrer ao STJD, segundo Paulo Bracks, e terá de lidar com a gestão do elenco em um calendário apertado.