O zagueiro Ruan Tressoldi, hoje no Atlético-MG, abriu ação trabalhista contra o São Paulo na 4ª Vara do Trabalho de São Paulo. O processo está avaliado em R$ 13.729.407,25. Na ação, o jogador atribui ao ex-clube negligência no tratamento de uma lesão no joelho direito sofrida em 11 de maio de 2025, durante o clássico contra o Palmeiras.

Segundo a petição, Ruan comunicou o problema ao departamento médico, mas seguiu sendo escalado e só foi submetido a exames mais detalhados dias depois. A defesa alega que foram feitas infiltrações para viabilizar atuações e aplicação de PRP — técnica que o processo classifica como experimental pelo Conselho Federal de Medicina — sem consentimento adequado. A ressonância de 15 de maio teria apontado lesões não presentes no exame admissional de agosto de 2024.

O jogador reclama ainda que não foi emitida a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e que o clube deixou de acionar o seguro obrigatório, tendo ele arcado com cerca de R$ 26,4 mil em cirurgia e R$ 2,1 mil em fisioterapia. Na peça processual constam pedidos de reconhecimento como acidente de trabalho, indenização substitutiva do seguro (aprox. R$ 6 milhões), R$ 4,5 milhões por danos morais e R$ 540 mil por direitos de imagem atrasados.

O São Paulo refuta as acusações: afirma que havia alterações prévias nos joelhos no exame admissional, sustenta origem degenerativa da lesão e diz ter oferecido acompanhamento médico, exames, fisioterapia e tratamento antes de indicar cirurgia. O clube acrescenta que contratou apólice com cobertura superior a R$ 3,3 milhões e que tentou soluções antes do fim do vínculo. O caso levanta questionamentos sobre práticas dos departamentos médicos e pode ter impacto reputacional e financeiro para o Tricolor.