O Atlético teve de reforçar a preocupação defensiva ainda nos minutos iniciais do clássico contra o Cruzeiro, no Mineirão, quando o zagueiro Ruan Tressoldi sofreu um choque de cabeça. Em disputa aérea na lateral direita da defesa, ele foi empurrado por Kaio Jorge e caiu com a cabeça no gramado, levando a mão à região esquerda da nuca após o impacto.
Ruan permaneceu recebendo atendimento dos profissionais do clube e, diante dos sinais e da mecânica do lance, a comissão médica optou pela saída imediata do jogador. O clube confirmou que seguiu o protocolo de concussão cerebral: o zagueiro foi substituído e encaminhado ao Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, acompanhado por um médico do Atlético, para realização de exames que avaliem a extensão da pancada.
A perda de um zagueiro titular dentro de um clássico tem impacto direto na montagem tática e na segurança defensiva da equipe, além de abrir uma janela de preocupação sobre sintomas neurológicos que podem surgir nas horas seguintes ao trauma. Até a divulgação dos exames, a avaliação clínica seguirá sendo o parâmetro para qualquer definição sobre gravidade ou retorno aos treinos.
Do ponto de vista administrativo e de preparação física, o episódio reforça a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos e de uma resposta rápida da comissão médica. Em partidas de alta intensidade, disputas aéreas seguidas e faltas mais duras elevam o risco de lesões na cabeça — e o acompanhamento pós-jogo será determinante para a segurança do jogador e para o planejamento do time nas próximas rodadas.