A convocação de Daniel Davi para a seleção brasileira sub-16 reforça uma narrativa familiar que envolve o nome de Hulk. Antes mesmo de completar 16 anos, o jovem apareceu com regularidade nas listas de base, incluindo passagens nas convocações sub-15 que culminaram em participações internacionais.

Revelado nas divisões do Bahia desde 2023, após se destacar em um torneio de futsal em Campina Grande, Daniel construiu sua trajetória fora do berço do tio — que saiu das categorias do Vitória — e vem mostrando versatilidade: atua como meia, ponta e até centroavante quando necessário.

Daniel chega à seleção depois de convocações nas sub-15 e sub-16, que confirmaram sua evolução nas categorias de base do Bahia.

O perfil do jogador também contrasta com o do parente famoso. Sem a mesma imponência física de Hulk, Daniel chama atenção pela técnica, mobilidade e capacidade de articulação. Trata-se de um caso em que o sobrenome abre portas, mas o mérito técnico sustenta convocações em seleções de base.

A oportunidade mais próxima será o Torneio Internacional de Montaigu, na França, edição com adversários tradicionais: Costa do Marfim, China e os anfitriões na fase de grupos. O evento é reconhecido como vitrine importante para categorias de base e pode acelerar projeções internacionais para jogadores com desempenho consistente.

Para o Atlético-MG, onde os filhos de Hulk, Ian e Tiago, já atuam nas divisões de base, a convocação do sobrinho reforça a ideia de uma ‘dinastia’ em construção, ainda que espalhada por clubes diferentes. Resta acompanhar se as escolhas de formação e os próximos passos de Daniel o aproximarão do Galo ou de outras janelas de mercado.

O Torneio de Montaigu é uma vitrine tradicional e terá Brasil diante de Costa do Marfim, China e França na fase inicial.