O nome chama atenção — e busca corresponder. Batizado em homenagem ao atacante que brilhou na Europa nos anos 1990, Sonny Anderson, o jovem de 17 anos natural de Presidente Kennedy (ES) traz na própria identidade uma referência de sucesso. O apelido de família, escolhido pelo pai, soma história ao desejo do jogador de construir trajetória própria.

Revelado nas categorias de base do Fluminense, Sonny trocou o clube carioca pelo Atlético no início da temporada e rapidamente ganhou espaço no Sub-20. Em 14 jogos pela equipe, o atacante contabiliza três gols e uma assistência, números que ajudam a compor a campanha do time na disputa do Brasileiro B, em que o Atlético está nas semifinais.

Gosto muito do meia Victor Hugo, pois tenho as mesmas características que ele. Sou um jogador que gosta muito de chegar na frente para poder fazer gols e dar assistências.

Adaptado a Belo Horizonte, onde mora com os pais e treina na Cidade do Galo, o jovem elogia a convivência com os companheiros e a rotina do CT. Em plano mais ambicioso, cita referências que não se limitam ao homônimo do passado: Cristiano Ronaldo é inspiração, e no trabalho diário ele se espelha em Victor Hugo pelo estilo de jogo e chegada à área.

Para o Atlético, a combinação entre um nome com história e um perfil ofensivo é oportunidade de observação — cabe ao clube transformar rendimento em chances efetivas. Enquanto isso, Sonny segue acumulando minutos e músculo competitivo no Sub-20, com a semifinais do Brasileiro B como etapa imediata para provar que o nome pode virar também resultado dentro de campo.