O confronto desta terça-feira, às 19h30, em Caxias do Sul traz uma lembrança incômoda para o torcedor atleticano: em 2016, o Atlético-MG também teve de suar para eliminar o Juventude, e o desfecho só veio nos pênaltis, com São Victor assumindo o papel de herói. Hoje, com empate sem gols na Arena MRV, o time precisa da vitória para garantir vaga nas quartas.

Há sete anos o Galo havia saído na frente: 1 a 0 no Mineirão, gol de Lucas Pratto. No Alfredo Jaconi, porém, o Juventude abriu o placar aos 30 segundos, com Hugo, e colocou pressão imediata. Apesar de dominar territórios e iniciativa, o Atlético não conseguiu transformar superioridade em resultado no tempo normal, como ocorreu também em outras fases daquela campanha.

A definição veio nas penalidades. São Victor foi decisivo: defesas nos chutes de Wallacer e Roberson deram ao time a vantagem nas cobranças e selaram a classificação por 4 a 2. Para o goleiro, a mudança de movimentação e de procedimentos entre as cobranças acabou fazendo diferença — foi a primeira decisão por pênaltis do clube desde a final da Libertadores de 2013, quando ele também teve papel central.

A trajetória daquele ano levou o Atlético até a final da Copa do Brasil, depois de eliminar o Internacional na semifinal, mas terminou em vice diante do Grêmio. A memória de 2016 oferece a moral de um resgate, mas não isenta a equipe atual da necessidade de vitórias mais concretas: o confronto em Caxias pede precisão, cuidado com surpresas e, acima de tudo, que o Galo transforme domínio em gol.