O Atlético-MG anunciou a contratação por empréstimo de Thiago Borbas, centroavante uruguaio de 24 anos que pertence ao Bragantino. O negócio tem opção de compra e o jogador desembarca em Belo Horizonte neste sábado com a missão clara: tentar preencher o vazio deixado por Hulk, vendido em maio ao Fluminense.

No papel, Borbas reúne atributos valorizados no mercado — já foi apontado pelo CIES como um dos mais valiosos do país — e carregou temporadas de destaque no futebol uruguaio e no início de sua trajetória no Massa Bruta. No entanto, a ficha técnica mostra fragilidades relevantes: nunca se firmou como titular na maioria dos clubes por onde passou e acumula um jejum de gols que já ultrapassa um ano, com sua última marca registrada em 13 de julho de 2025 pelo Bragantino.

A passagem pelo Real Oviedo, em 2025, acendeu ainda mais dúvidas: 12 partidas, todas como reserva, sem gols, num time que acabou rebaixado. Ao todo, com o Bragantino, são 134 jogos, 27 gols e seis assistências — números que indicam participação, mas não a consolidação esperada para quem chega com a responsabilidade de ser referência ofensiva no Galo.

No vestiário atleticano, o técnico Eduardo Domínguez segue com Cassierra como opção isolada no setor. A chegada de Borbas amplia alternativas, mas também aumenta a cobrança: o clube aposta numa combinação entre potencial e oportunidade de mercado, mas assume risco esportivo ao depositar em um jogador com recente perda de ritmo e pouca experiência como titular absoluto. Resta ao uruguaio converter expectativa em regularidade — e ao Atlético avaliar se a escolha se transforma em reforço de fato, ou em aposta que exigirá paciência e ajustes.