O Atlético-MG criou e trouxe para abril um cargo inédito no clube — e raro no futebol brasileiro: treinador de desenvolvimento individual. O escolhido, Rodrigo Leitão, passou a acompanhar de perto um grupo específico de jogadores e a trabalhar alinhado diariamente à comissão técnica de Eduardo Domínguez, segundo relatos do próprio profissional.
O clube trata o trabalho como estratégico e preserva detalhes em sigilo: Leitão não revelou os nomes dos atletas acompanhados. A opção por confidencialidade, diz o treinador, faz parte de um planejamento conjunto com a diretoria. Ainda assim, ele descreve a rotina no CT e a lógica de atuação sem expor quem recebe atenção direta.
Na prática, Leitão atua como elo entre áreas — técnica, física, fisiológica e emocional — para acelerar respostas individuais que a rotina de viagens e jogos costuma prejudicar. O posto retoma um papel que tinha outra designação antes: Luiz Fernando Iubel desempenhava função similar antes de deixar o clube, rumo ao Liverpool, em agosto de 2025.
Os critérios para inclusão no programa foram definidos com o vice de futebol Paulo Bracks e com o CIGA, em categorias de curto, médio e longo prazo. A ideia é obter resultados rápidos onde possível e, ao mesmo tempo, estruturar um processo que, no futuro, possa atingir mais atletas. A iniciativa busca suprir a falta de um olhar individualizado num calendário apertado, mas o sigilo escolhido pelo clube também limita a transparência sobre quem recebe esse benefício.