O Atlético-MG chega ao intervalo do calendário com três jogadores no departamento médico: Gustavo Scarpa, Patrick e o jovem Índio. A direção do clube afirma haver expectativa de que ao menos um deles possa integrar o elenco de Eduardo Domínguez no início do returno, após a pausa para a Copa do Mundo, cenário que alivia — ainda que parcialmente — a pressão sobre o plantel.
Scarpa é quem reúne maiores sinais de recuperação. Com entorse no joelho direito desde 10 de maio, o meia foi submetido a artroscopia no final do mês e já realizou corrida em campo nesta semana. Apesar de ter perdido espaço na equipe titular, Scarpa participou de 23 partidas na temporada e tem condições de, recuperado, oferecer experiência e criação ao meio-campo atleticano.
Patrick enfrenta um problema mais complexo: lesão ligamentar no joelho direito desde início de abril e cirurgia para correção mantêm o meio-campista afastado — ele ainda não atuou nesta temporada. Íncio, formationo nas categorias de base, lesionou os ligamentos cruzado posterior e colateral medial em 12 de março e tem recuperação prevista para o fim do ano ou temporada seguinte, o que reduz expectativas de reforço imediato.
No plano prático, o cenário reforça a necessidade de gestão prudente do elenco por parte de Domínguez e da diretoria. A possível volta de Scarpa traria opções, mas não resolve a limitação numérica se Patrick e Índio seguirem fora. A aposta em aproveitamento de peças do grupo e ritmo de competição até o reingresso dos lesionados torna-se prioridade, assim como avaliar mercado em caso de nova onda de desfalques ou queda de rendimento.