Perto de completar um ano como jogador do Atlético-MG, Ruan Tressoldi atravessa a melhor fase desde que chegou por empréstimo do Sassuolo. O clube exerceu o direito de compra por 3,5 milhões de euros, em um contrato válido por três temporadas, selando a aposta feita no defensor apesar do começo conturbado.

A adaptação não foi linear: Tressoldi chegou em recuperação de artroscopia no joelho e demorou a ganhar ritmo, gerando insatisfação inicial entre parte da torcida. Com trabalho físico e sequência de jogos, o zagueiro ganhou confiança, virou peça regular na direita da defesa e passou a corresponder às expectativas dentro do gramado.

Nos bastidores, a diretoria e a comissão técnica destacaram o ambiente interno como fator de suporte ao atleta. Com a saída de Júnior Santos e a lesão de Léo Duarte, Lyanco tem sido o parceiro mais recorrente na zaga — cenário que coloca Tressoldi sob pressão para entregar consistência imediata, especialmente com o retorno do Brasileirão.

Do ponto de vista técnico e financeiro, a compra é um compromisso: 3,5 milhões de euros significam cobrança por resultado e estabilidade defensiva. Para o jogador, além de manter o rendimento físico após a cirurgia, há a necessidade de transformar a sequência em retorno prático — pontos no Campeonato e desempenho nas fases de mata-mata, onde o time ainda busca recuperar fôlego.