Em seu oitavo ano no Brasileirão, o árbitro de vídeo segue no centro das discussões. O levantamento do Gato Mestre reúne todos os lances em que a decisão de campo foi alterada após consulta ao VAR: em 26 rodadas, foram 113 mudanças, uma média próxima de quatro intervenções por rodada. Gols anulados são o principal motivo, correspondendo a cerca de 30% dos casos; expulsões e pênaltis aparecem na sequência.

O histórico recente também chama atenção: em 2025 o torneio bateu recorde com 192 revisões (média de cinco por rodada). Nesta edição, o maior número de alterações em uma única partida aconteceu na terceira rodada, quando o árbitro Bráulio da Silva Machado revisou decisões quatro vezes em Mirassol x Cruzeiro. Os números traçam um cenário de maior intervenção tecnológica, mas também de instabilidade momentânea do jogo.

Para clubes como o Atlético-MG, a frequência das revisões traz efeitos práticos: além do impacto direto no placar e na tabela, há custo emocional para jogadores e torcida, e desafio na preparação tática diante da possibilidade de mudanças pós-jogo. A consistência das decisões e a clareza nas comunicações do VAR passam a ser fatores relevantes na avaliação de resultados e no debate público sobre a arbitragem.

O Gato Mestre organiza e atualiza a base após cada rodada, mas deixa claro que o trabalho registra mudanças de decisão, sem julgar acertos ou erros dos árbitros. A equipe que mantém o levantamento combina profissionais de jornalismo, ciência de dados e tecnologia. O volume de intervenções reforça a necessidade de aperfeiçoamento operacional e transparência para reduzir ressentimentos e dar previsibilidade ao campeonato.