O jogo do Galo na Arena MRV nesta quarta-feira vem com uma curiosidade que ninguém pediu: a equipe de arbitragem será totalmente colombiana e tem entre os membros Keiner Jiménez, profissional que, no mês de maio, se envolveu em um episódio de violência durante uma partida Sub-15 na Colômbia. Para a Massa, é um detalhe que tem de ser observado.

Na ocasião, Jiménez atuava como árbitro central em jogo do torneio nacional da categoria e expulsou um jogador do Valledupar por mau comportamento. Um pai invadiu o campo e houve troca de agressões com o árbitro; foi preciso que outros membros da equipe de arbitragem interviessem para conter o conflito. A entidade que representa os árbitros na Colômbia repudiou a agressão sofrida e informou que vai acompanhar o caso nas instâncias legais. O Valledupar também se posicionou contra qualquer ato de violência.

Agora escalado como assistente principal do VAR para Atlético-MG x Montevideo City Torque, Jiménez reaparece em um palco bem maior — as semifinais da Sul-Americana. A presença de um árbitro com esse histórico levanta dúvidas legítimas sobre os critérios de escalação e o controle disciplinar aplicado a quem vai participar de partidas decisivas: não é só questão de imagem, mas de garantir que o foco do jogo permaneça no que interessa, dentro das quatro linhas.

Que a arbitragem cumpra seu papel com profissionalismo e sem episódios que desviem atenção do jogo. Do lado do Galo, a preocupação é simples: responsabilidade máxima em campo — e, fora dele, a Massa quer clareza e regras claras para que nada interfira na festa que a gente espera na Arena MRV.