Aquele 3 a 1 no Mineirão não foi apenas mais um resultado: foi o estalo que devolveu confiança ao Galo. Em um momento em que o time vinha abalado — agravado pela goleada diante do Flamengo e por dúvidas sobre o trabalho do técnico Eduardo Domínguez — a atuação diante do maior rival virou referência. Para a Massa, o clássico serviu como ponto de virada emocional e prático.
No confronto do primeiro turno, o Atlético mostrou organização tática, solidez defensiva e transições rápidas que passaram a ser marcas da equipe. Não houve renúncia ao futebol: a equipe atuou com controle e intensidade, executando melhor as ideias do treinador. O triunfo em campo adversário surpreendeu o Cruzeiro e funcionou como catalisador para que o elenco assimilasse o projeto e ganhasse confiança coletiva.
A consequência mais visível veio nos números e na trajetória: depois daquele jogo, o Galo registrou uma evolução que se traduziu em resultados — foram apenas seis derrotas em 32 partidas narradas na sequência. No Brasileiro, o time se consolidou na parte de cima da tabela e segue na briga por vaga na Libertadores; nas copas, avanços importantes culminaram em final da Copa Sul-Americana, contra o Boca Juniors, e na semifinal da Copa do Brasil, após eliminar o Cruzeiro nas quartas em virada na Arena MRV.
Agora, com mais um clássico à vista, o desafio é aproveitar o momento sem perder o foco na semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio, que começa no domingo. Para o Atlético, o jogo contra o Cruzeiro tem duplo valor: além da rivalidade, é oportunidade de reafirmar a sequência e chegar embalado ao mata-mata. E se há algo que a temporada mostrou é que a Massa faz diferença — por isso, entrar em campo com a mesma convicção do Mineirão vale tanto quanto qualquer ajuste tático.