Vitão, zagueiro de 18 anos e criado nas categorias de base do Atlético-MG, entrou no início do clássico contra o Cruzeiro no Mineirão depois de um problema com Ruan e surpreendeu pela personalidade. Em sua primeira partida contra o maior rival, no jogo de ida das quartas da Copa do Brasil, o jovem mostrou firmeza em um embate tenso e foi ovacionado pela torcida entre os cerca de 2.500 presentes.

A história do jogador com o clube acompanha a trajetória da família atleticana: na infância ele esteve no Mundial de Clubes de 2013, quando chegou a dar entrevista nos ombros do pai; entrou no centro de treinamento aos 12 anos, em 2020, e passou por todas as etapas da formação até ganhar oportunidades com os profissionais. Ano passado já tinha sido relacionado, mas sem minutos; neste ano alternou entre o Sub-20 e convocações ao time principal.

Antes do clássico, Vitão vinha reencontrando espaço: integrou a equipe que abriu o Mineiro, teve sequência no Brasileiro com 90 minutos contra o Internacional e voltou a ter chance diante do Bragantino, em 19 de agosto. Com a necessidade de substituição precoce no duelo contra o rival, o garoto foi chamado e recebeu elogios públicos do técnico Eduardo Domínguez pela preparação e entrega em campo. A presença do pai e da irmã nas arquibancadas sintetizou o tom emocional da noite.

Além do momento especial para o atleta e para a torcida, a atuação de Vitão tem significado prático: reforça a eficiência da formação do clube e amplia opções defensivas para o elenco principal. Resta agora ao zagueiro transformar a estreia de destaque em regularidade — algo que o Atlético precisa para manter competitividade nas competições e evitar dependência de improvisos em jogos decisivos.