O estudo Acrobacia Financeira, realizado pelo Inter em parceria com a Consumoteca, mostra que 91% dos brasileiros admitem precisar aprender mais sobre educação financeira e que seis em cada dez acreditam que esse conhecimento poderia ajudar a resolver problemas econômicos pessoais. O dado confirma demanda latente por informação e ferramentas que traduzam teoria em prática.
A pesquisa também expõe por que a formação sozinha não basta. Muitas famílias vivem num contexto de curto prazo: contas a pagar, imprevistos e dívidas que consomem renda e tempo. Nessas condições, a prioridade é sobreviver ao mês — e não construir reservas ou seguir planos de longo prazo. Esse cenário reduz a eficácia de programas abstratos de educação financeira.
Há um descompasso claro entre intenção e execução. Embora boa parte da população tente se organizar, falta persistência para criar hábitos como poupar regularmente ou investir com objetivo. O levantamento indica que a solução passa por adaptar o ensino à rotina — combinando conteúdo curto, ferramentas práticas e integração com a tecnologia que já está nas mãos dos usuários.
Para autoridades e empresas, o resultado tem implicações políticas e econômicas: baixa literacia financeira eleva a vulnerabilidade a choques e limita a capacidade de recuperação das famílias, o que pode pressionar gastos sociais no médio prazo. Políticas mais efetivas devem priorizar ações simples, mensuráveis e alinhadas ao uso de aplicativos e fintechs, buscando eficiência e impacto real na vida do cidadão.