A Abecs informou nesta terça-feira que o fluxo de pagamentos retidos após a liquidação do Will Bank — banco digital que pertencia ao Banco Master — já começa a apresentar sinais de normalização. O presidente da associação admitiu que a liberação dos repasses teve início conturbado, por dificuldades do liquidante, mas disse que há um plano para tornar o processo mais fluido.

A situação deixou operadores de maquininhas cobrando repasses de vendas feitas com cartões emitidos pelo banco, o que gerou pressão de caixa para estabelecimentos e trouxe à tona falhas na cadeia de pagamentos. O episódio expõe a vulnerabilidade de comerciantes frente a rupturas em instituições digitais e reforça a necessidade de mecanismos que protejam o fluxo de recebíveis.

Em novembro, o Banco Central editou norma que atribui às bandeiras papel central na gestão de regras e riscos do sistema, exigindo a submissão de regulamentos internos ao regulador. Para a Abecs, esse avanço regulatório é bem-vindo, mas ocorre simultaneamente a eventos que complicam a adaptação da indústria e exigem coordenação entre players e autoridades.

Além da questão do Will Bank, a entidade mencionou reclamações sobre retenção de recursos da EntrePay e informou participação em negociações sobre um programa de redução do endividamento. Por fim, o setor diz ter caminho para integrar operadores de cartões ao Open Finance via ITP, com solução esperada nos próximos 30 a 60 dias — etapa que pode reduzir riscos operacionais se executada com clareza regulatória.