As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, com destaque para o tombo do mercado sul-coreano. O Kospi recuou 6,37%, a 6.820,60 pontos, após o Banco da Coreia (BoK) elevar a taxa básica em 25 pontos-base, para 2,75% — o primeiro aumento desde janeiro de 2023. A reação negativa foi concentrada nas gigantes de semicondutores: Samsung Electronics caiu 8,77% e SK Hynix 11,53%, empresas que respondem por mais da metade da capitalização do índice.

A decisão do BoK, em meio a pressões inflacionárias associadas ao conflito entre Estados Unidos e Irã, alterou a equação de risco para ativos de crescimento. Valorações já sensíveis às expectativas de retorno dos investimentos em inteligência artificial mostram hoje maior volatilidade, e a forte concentração setorial no Kospi expõe investidores a movimentos exacerbados do mercado local.

Em outras praças, o Nikkei caiu 2,79% e o Taiex de Taiwan teve variação marginal, de -0,01%. Na China continental, Xangai recuou 1,85% e Shenzhen 1,51%. Um dos poucos destaques positivos foi o Hang Seng, que avançou 1,33%: a ação da Alibaba subiu 3,60% depois que o regulador chinês do ciberespaço aprovou a ferramenta Apple Intelligence para uso no país, com integração do modelo Qwen, segundo porta-voz da empresa.

No plano da indústria, a TSMC anunciou investimentos adicionais de US$ 100 bilhões para ampliar capacidade nos Estados Unidos e reportou lucro recorde no último trimestre, informação divulgada após o fechamento de Taipé. O volume de notícias mostra um cenário dividido: há sinais de reforço estrutural na cadeia de semicondutores, mas o aperto monetário e o risco geopolítico pressionam preços e aumentam a incerteza para investidores no curto prazo.