A American Airlines divulgou prejuízo líquido de US$ 382 milhões no primeiro trimestre de 2026, equivalente a perda de US$ 0,58 por ação, ante prejuízo de US$ 473 milhões no mesmo período do ano passado. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam perda de US$ 0,47 por ação. Em bases ajustadas, excluindo itens extraordinários, o prejuízo foi de US$ 267 milhões (US$ 0,40 por ação).

Apesar do balanço negativo, a companhia apresentou receita recorde de US$ 13,9 bilhões entre janeiro e março, alta de 10,8% em relação ao ano anterior e ligeiramente acima da estimativa média de US$ 13,8 bilhões. A empresa afirma que tempestades de inverno reduziram a receita em cerca de US$ 320 milhões no trimestre. O CEO Robert Isom disse que a demanda permanece sólida e que a companhia caminha para novo recorde no segundo trimestre.

A administração projetou crescimento de receita entre 13,5% e 16,5% para o segundo trimestre, com lucro ajustado por ação entre perda de US$ 0,20 e ganho de US$ 0,20. Para 2026, a previsão de lucro ajustado por ação varia de perda de US$ 0,40 a ganho de US$ 1,10; no ponto médio, a companhia estima lucro anual praticamente estável apesar de um aumento superior a US$ 4 bilhões nas despesas com combustível de aviação.

Do lado financeiro, a dívida total caiu para US$ 34,7 bilhões ao fim de março, o menor nível desde meados de 2015, e a liquidez somava US$ 10,8 bilhões. O prejuízo operacional encolheu para US$ 41 milhões, ante US$ 270 milhões um ano antes. No pré-mercado de Nova York a ação oscilou e chegou a subir: às 12h22 (Brasília) avançava 4,39%.

O quadro mistura sinais positivos e riscos: o recorde de receita confirma demanda firme, mas a persistência de prejuízos e o choque de custos com combustível levantam dúvidas sobre a capacidade de converter volume em margens sustentáveis. A ampla faixa de previsões para 2026 também indica incerteza operacional — e coloca pressão para que a gestão transforme receita crescente em resultado consistente, sem depender de fatores sazonais.