A American Airlines anunciou corte em sua previsão de resultado para 2026, reduzindo a faixa inferior a um prejuízo. A revisão é atribuída principalmente ao aumento expressivo do custo do combustível de aviação, que a companhia estima elevar sua conta em mais de US$ 4 bilhões neste ano, com preços por volta de US$ 4 por galão no segundo trimestre.

O choque veio após ataques que afetaram o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor essencial para o suprimento global de petróleo. Desde o início do conflito, os preços do querosene quase dobraram, comprimindo margens num setor em que o combustível normalmente responde por cerca de um quarto das despesas operacionais.

Embora a receita operacional do trimestre tenha superado expectativas — US$ 13,91 bilhões ante os US$ 13,79 bilhões previstos — a companhia reportou prejuízo ajustado por ação de US$ 0,40 no trimestre encerrado em 31 de março. Para o segundo trimestre, a estimativa vai de prejuízo de US$ 0,20 a lucro de US$ 0,20 por ação, acima do prejuízo esperado pelos analistas.

A alta de custos força as aéreas a repassar parte do aumento via tarifas, cortes de capacidade e ampliação de taxas por serviços auxiliares. No curto prazo, empresas com oferta internacional e cabines premium tendem a resistir melhor, enquanto transportadoras dependentes de voos domésticos e tarifas mais baixas ficam mais expostas — um sinal de que a turbulência pode redesenhar competitividade e estratégia de preços no setor.