A Ânima registrou lucro líquido de R$ 88,7 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 142,7% na comparação anual. O desempenho superou as expectativas do mercado e foi descrito pela presidência como um marco para a companhia.

O EBITDA ajustado somou R$ 420,7 milhões, avanço de 12,4% ano a ano. A receita líquida consolidada cresceu 7,9%, para R$ 1,9 bilhão, e a geração de caixa operacional subiu 16,6%, chegando a R$ 445 milhões no trimestre. No AnimaCore, o ticket médio ficou em R$ 1.033 por mês, alta de 14,8%.

É o melhor terceiro trimestre que a Ânima entrega nos últimos tempos

Paula Harraca atribuiu os números a uma estratégia aplicada nos últimos dois anos, que incluiu dar autonomia às 25 marcas do ecossistema — entre elas 18 instituições de ensino superior — e o reposicionamento do portfólio. A empresa anunciou em julho a aquisição da FMU, operação que deve somar mais de 50 mil alunos ao portfólio e ainda aguarda aprovação regulatória.

A receita com ensino digital recuou 14,2%, impacto do novo marco regulatório do Ministério da Educação que proibiu cursos 100% a distância em áreas determinadas. A administração diz ter antecipado a mudança: nos cursos não afetados a atração subiu mais de 16% e o ticket aumentou mais de 5%.

Questionada sobre riscos macro — juros altos e renda pressionada — Harraca destacou que a alavancagem caiu para 2,18, nível mínimo histórico, e afirmou que a companhia mantém disciplina financeira rigorosa, direcionando recursos para iniciativas que geram valor ao aluno.

Esse crescimento tem uma fórmula muito simples, muito clara: uma receita de um aluno de qualidade, um aumento da atração e do ticket do nosso aluno e da permanência desse aluno