A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou, na primeira semana de setembro, um recuo interrompido no preço médio do gás de cozinha: o botijão de 13 kg voltou a subir 0,2% na comparação semanal, com preço médio de R$ 114. Na região Sul, o botijão chega a atingir R$ 161, muito acima da média nacional, segundo o levantamento.

No mercado de combustíveis líquidos, o diesel S-10 manteve-se estável, com média de R$ 6,88 por litro, enquanto a gasolina recuou 0,3%, para R$ 6,53 o litro. As diferenças regionais permanecem marcantes: o Norte registrou os preços mais altos para diesel S-10 (R$ 9,25) e gasolina (R$ 8,99), apontando distorções logísticas e de oferta.

O movimento de alta do botijão, ainda que pequeno em termos percentuais, tem impacto direto sobre famílias de baixa renda, para as quais o gás é insumo básico para alimentação. A persistência de patamares elevados em determinadas regiões tende a ampliar a pressão sobre o orçamento doméstico e sobre índices de inflação sensíveis a preços administrados e bens essenciais.

Do ponto de vista político e econômico, a combinação entre estabilidade no diesel, leve queda na gasolina e alta no gás revela um quadro heterogêneo que exige monitoramento. As variações regionais expõem desafios logísticos e tributários que travam a convergência de preços, e complicam a narrativa de controle de custo de vida sem medidas direcionadas às áreas mais afetadas.