Fontes próximas ao assunto afirmam que a Apple treinou um grande modelo de linguagem específico para a China em parceria com o Alibaba, numa virada na estratégia que até então recorria a modelos locais de terceiros. A informação, ainda não confirmada oficialmente pelas empresas, mostra que a Apple decidiu investir num produto adaptado ao mercado chinês, onde serviços como ChatGPT e Claude não estão disponíveis.

O projeto teve apoio técnico do Alibaba e, segundo relatos, também deve incorporar tecnologia da Baidu. A aprovação regulatória avançou nas últimas semanas: o serviço de IA generativa da Apple foi registrado junto à Administração do Ciberespaço da China, o que abre espaço para a chegada do Apple Intelligence aos iPhones, iPads, Macs e ao Vision Pro no país após atualização do iOS.

A decisão tem implicações comerciais e institucionais claras. Um modelo próprio daria à Apple maior controle sobre experiência e conformidade local, facilitando a adaptação às exigências chinesas e reduzindo a dependência de parceiros externos. Para investidores, a parceria com o Alibaba já surtiu efeito: ações do grupo subiram cerca de 4% no pregão pré-mercado nos EUA após o registro do serviço.

A estratégia ilustra uma abordagem dupla: combinar tecnologia local com avanços internos para recuperar competitividade frente a rivais chineses que avançaram em aparelhos com recursos de IA. Riscos e incertezas permanecem — o lançamento foi adiado e a Apple removeu sem explicação um guia em chinês sobre integração do Qwen ao Mac —, mas a movimentação confirma a importância da China para a agenda tecnológica e comercial da empresa.