As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, com o índice Nikkei disparando 2,5% em Tóquio para 68.402,13 pontos — máxima histórica. O avanço foi puxado por papéis ligados a semicondutores: Tokyo Electron subiu cerca de 13%, Screen Holdings avançou 18% e Advantest ganhou 5,1%. Em Taiwan, o Taiex subiu 1,98%; na China continental, Xangai e Shenzhen registraram ganhos modestos, enquanto o Hang Seng caiu 1,56% em Hong Kong. O pregão em Seul foi suspenso devido às eleições locais.

O movimento asiático acompanhou outra sequência de recordes em Wall Street, sustentada pelo otimismo com inteligência artificial e pelo desempenho das empresas de tecnologia. Esse foco em um punhado de líderes setoriais reforça a correlação entre o rali norte-americano e a rotação de capital para ações de semicondutores na Ásia.

Apesar do viés positivo, fatores de risco estão presentes: a escalada de confrontos entre Estados Unidos e Irã reacendeu preocupações geopolíticas e elevou preços de energia. Em Tóquio, o choque de custos levou o gabinete japonês a aprovar um orçamento suplementar de cerca de US$ 19 bilhões para mitigar o impacto da alta do custo de vida — uma medida que tem custo fiscal e potencial efeito político para o governo.

A combinação entre concentração de ganhos em nomes de tecnologia e pressão externa sobre energia tende a aumentar a volatilidade nos próximos meses. Investidores devem monitorar o fluxo para setores de semicondutores, a resposta de políticas monetárias na região e os desdobramentos geopolíticos, que podem transformar um rali técnico em ajuste abrupto de mercado.