Um ataque cibernético atingiu a Binance na sexta-feira e provocou queda imediata nos preços: por volta das 17h27 (Brasília) o bitcoin recuou cerca de 4,36% e o ethereum caiu mais de 3%, segundo a Coinbase. A corretora anunciou que havia detectado um problema de segurança e informou ter congelado US$ 2,54 bilhões em ativos na sequência do incidente.
Fontes consultadas pela imprensa internacional apontam que o montante total exfiltrado pelos invasores supera os US$ 6 bilhões — o maior roubo desse tipo já registrado. Investigações preliminares já mencionaram a possibilidade de envolvimento da Coreia do Norte, mas autoridades e especialistas ainda analisam vestígios e rotas de saída dos recursos.
A Binance publicou que trabalha 24 horas por dia para resolver o caso, afirmou que cobrirá eventuais perdas e reiterou que as operações de sua unidade nos Estados Unidos são separadas e não foram afetadas. Ainda assim, o episódio acende dúvidas sobre controles internos, gestão de risco e a eficácia de mecanismos de proteção a clientes em grandes exchanges.
Além do impacto imediato nos preços, o ataque tende a ampliar o escrutínio de reguladores e a alimentar pressões por regras mais rígidas sobre governança, auditoria e requisitos de liquidez no mercado cripto. Para investidores e formuladores de políticas, o teste agora é se a resposta da Binance e das autoridades será suficiente para restaurar confiança e conter risco de contágio ao sistema financeiro.