A governadora do Distrito Federal informou que o balanço financeiro final de 2025 do BRB não será divulgado na data indicada — 29 — conforme expectativa anterior. A apresentação, adiada desde o fim de março, depende da conclusão de uma auditoria forense vinculada à operação batizada internamente de "Compliance Zero", segundo comunicados do banco.
Celina Leão disse que a própria instituição sugeriu a nova data e que, após o acordo de empréstimo firmado com a União em 28, são necessários mais alguns dias para consolidar os números e encaminhar a documentação ao Banco Central. A governadora afirmou também que parte da operação já está formalizada, inclusive com medidas levadas ao Supremo.
O adiamento, embora descrito pelo governo como um prazo técnico — avaliando ampliação de cinco, 10 ou 15 dias — tem efeitos práticos: aumenta a atenção do Banco Central e do mercado sobre a capacidade de o BRB recompor liquidez e capital sem gerar contágio. A coordenação com bancos públicos e privados e a articulação do FGC ao GDF são etapas sensíveis no processo.
Politicamente, a postergação joga luz sobre a governança do banco e sobre a gestão da crise pelo governo do DF. A narrativa oficial de recuperação depende agora de entregas concretas em prazos curtos; qualquer novo atraso deve ser tratado como sinalizador de complexidade operacional e pode ampliar custo político e financeiro para o Executivo local.