A AT&T anunciou lucro líquido de US$ 3,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 14% frente aos US$ 4,4 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. Apesar da redução no lucro consolidado, a operadora americana superou as estimativas de mercado: o lucro ajustado por ação ficou em US$ 0,57, acima do consenso da FactSet de US$ 0,55.
A receita também registrou desempenho melhor que o previsto, subindo 2,9% em base anual para US$ 31,5 bilhões, contra a expectativa da FactSet de US$ 31,25 bilhões. No trimestre, a empresa reportou saldo líquido de 294 mil novos assinantes pós-pagos, um indicador comercial relevante em um setor marcado por competição intensa.
O conjunto de resultados deixa um quadro misto: a capacidade de bater previsões de EPS e receita aponta para alguma resiliência operacional, mas a queda considerável no lucro líquido revela que ganhos de receita ainda não se traduziram plenamente em recuperação da rentabilidade. Para investidores, isso significa atenção à eficiência operacional e à conversão das adições de base em margens mais sólidas.
No pré-mercado de Nova York, as ações da AT&T subiram modestos 1,2% às 7h50 (de Brasília), reação contida que reflete o balanço entre surpresa positiva nas métricas e a leitura cautelosa sobre a queda anual de lucro. Em suma, resultados mistos: sinais de recuperação comercial, mas espaço para pressão sobre a lucratividade e necessidade de consolidação de ganhos.