A B100, controladora da antiga CBSF — a companhia derivada do grupo Reag — protocolou na CVM uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações que ainda circulam no mercado. A oferta, aberta até 13 de julho, acompanha a compra de 96,93% do capital pela holding B100 Controle e Participações, operação anunciada em novembro de 2025 e concluída em janeiro por valor simbólico de R$ 1.000.
Segundo os documentos enviados à autarquia, a OPA integra um processo mais amplo de reorganização dos ativos remanescentes do grupo Reag, que foi atingido pela Operação Carbono Oculto e pela subsequente liquidação extrajudicial da Reag Trust determinada pelo Banco Central em janeiro. A B100 também convocou assembleias extraordinárias para 24 de junho para votar a incorporação da B100 Negócios.
A B100 Negócios reúne participações diretas e indiretas em uma holding financeira e em três sociedades operacionais, entre as quais a Planner Sociedade de Crédito Direto, a RWP TEC Sistemas e a Redwood Asset Management. A centralização busca simplificar a estrutura societária e o controle sobre esses ativos, mas o preço simbólico da aquisição e o curto prazo da OPA colocam sob escrutínio a transparência do processo e a proteção dos acionistas minoritários.
Do ponto de vista do mercado, a operação tende a reduzir o free float e facilitar decisões estratégicas da controladora, porém levanta dúvidas práticas: recuperação de credores, clareza contábil sobre ativos e passivos e o papel dos reguladores serão determinantes para medidas posteriores. Investidores e analistas acompanharão a tramitação na CVM e o desdobramento das assembleias para avaliar o impacto efetivo da reestruturação.