A B3 divulgou nesta sexta-feira a terceira e última prévia da carteira teórica do Ibovespa para o período de maio a agosto de 2026. Conforme as duas versões anteriores, a lista traz a exclusão das ações ordinárias do IRB e das ações de classes especiais da Cyrela, Localiza e Axia. Nenhuma nova ação entrou na prévia final.
Com as exclusões, o Ibovespa passará a contar com 79 papéis de 76 empresas. O rebalanceamento definitivo da carteira está previsto para entrar em vigor em 4 de maio. Na composição da primeira prévia, os cinco ativos com maior peso eram Vale ON (11,468%), Itaú Unibanco PN (8,456%), Petrobras PN (7,731%), Axia ON (4,372%) e Petrobras ON (4,340%).
Para integrar a carteira do Ibovespa, as companhias precisam obedecer critérios de negociabilidade: ser negociada em 95% dos pregões do período das últimas carteiras, ter movimentação financeira mínima equivalente a 0,1% do volume diário do mercado à vista e compor 85% do Índice de Negociabilidade (IN). Também são excluídos papéis cotados abaixo de R$ 1,00.
Do ponto de vista prático, a manutenção das exclusões e a ausência de entradas sinalizam continuidade nas regras de governança do índice, mas também reforçam a concentração entre poucos pesos fortes. Fundos e ETFs que replicam o Ibovespa terão de ajustar posições, o que pode reduzir a liquidez das ações retiradas da carteira e exigir movimentos de realocação por parte dos gestores. Para investidores, o alerta é sobre exposição e diversificação: o índice segue concentrado, com impacto potencial na dinâmica de preço dos maiores componentes.