A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,522 bilhões na primeira semana de agosto, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do MDIC. O resultado veio de exportações de US$ 9,302 bilhões ante importações de US$ 6,708 bilhões, uma diferença que reflete avanço das vendas externas no início do mês.
Na comparação com o mesmo período de 2025, as exportações cresceram 32,2%. A agropecuária subiu 22,4% (US$ 1,941 bi), a indústria extrativa avançou 53,3% (US$ 2,618 bi) e a indústria de transformação cresceu 27% (US$ 4,715 bi). Do lado das compras externas, houve alta de 20,7%: importações da indústria de transformação cresceram 24,8% (US$ 6,317 bi), enquanto agropecuária e extrativa registraram quedas moderadas.
No acumulado do ano, até a primeira semana de agosto, o saldo da balança atingiu US$ 51,561 bilhões, expansão de 32,2% sobre igual período de 2025 (US$ 43,158 bi). O MDIC projeta superávit de US$ 90 bilhões para 2026, sustentado por previsão de US$ 394,4 bilhões em exportações contra US$ 304,4 bilhões em importações.
O quadro é positivo para as contas externas e reduz pressão sobre câmbio e reservas no curto prazo, mas traz sinais de dependência de demanda externa e de matérias‑primas. A simultânea alta das importações industriais indica recuperação da atividade interna, mas também amplia exposição a choques externos. Para o governo, o avanço nas exportações oferece alívio, mas não elimina a necessidade de políticas que aumentem resiliência econômica frente a volatilidade internacional.